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Queima das Fitas ou...Queima dos Miolos???

Antes de mais...um pouco de história:

"A história da Queima das Fitas no Porto não é muito mais recente que a de Coimbra, que se iniciou em 1919, pois já em 1920, os finalistas de Medicina da Universidade do Porto faziam a chamada “Festa da Pasta”, que é considerada a origem da Queima das Fitas do Porto.

A “Festa da Pasta” era um evento, com um grande espírito académico, que comemorava a passagem da pasta dos estudantes que estavam a terminar o seu curso, os quintanistas, aos que entravam na recta final, os quartanistas. Juntamente com a passagem da pasta era imposto o grelo aos quartanistas. Ao longo dos anos a “Festa da Pasta” foi-se difundindo pelas diversas faculdades da Universidade do Porto, sendo que cada faculdade tinha a sua própria festa. As diversas “Festa da Pasta” realizaram-se ininterruptamente até 1943, ano a partir do qual passou a haver uma só para todas as faculdades.

Nesse mesmo ano de 1943, começou-se a usar o nome de Queima das Fitas, paralelamente ao de “Festa da Pasta”, tendo-se realizado no ano seguinte, em 1944, ainda integrado nestas comemorações, a primeira Missa da Benção das Pastas, na Igreja dos Clérigos.
Em 1945, a expressão “Festa da Pasta” é abandonada totalmente e é a partir desta data que passa a existir a “Queima das Fitas do Porto”, que resulta da já explicada evolução da “Festa da Pasta”.

Pronto, esta é resumidamente a história da queima das fitas no Porto. Mas agora a minha questão é a seguinte: Deverá este ritual ser chamado de Queima das Fitas ou de Queima dos Miolos?

Li que: "Estudos em ratos levaram a concluir que os que consumiam grandes quantidades de bebidas alcoólicas produziam menos células novas nos seus cérebros."

Tendo em conta todo o ambiente que se vive na queima das fitas, a minha questão não é assim tão descabida! Eu costumo passar por lá...já passei por várias queimas, Porto, Beja e Castelo Branco...e em todas há um denominador comum...ÁLCOOL COM FARTURA! ÁLCOOL COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ!!!

E até levanto mais questões...que vão fazer lá todos aqueles artistas? Cantar? Para quem? Já ninguém ouve nada! O som que mais se ouve é um do género "bruaaaaaaaaaaaaaaaa"...de malta a vomitar-se! Mais...os poucos que tentam ouvir realmente as músicas, como eu, têm que estar bem atentos ao que os rodeia, sim porque acontece com muita frequência vir um/a jovem descontrolado/a (como a maioria que lá anda) com um copo na mão e pimba...um banho de cerveja! Fantástico! O único artista que a malta ainda ouve é o Quim Barreiros, a grande estrela de qualquer queima que se preze!

Como se não bastasse o álcool, há também as famosas "ganzas"! Acho que é o cheiro oficial da queima das fitas...o cheiro a ganza! Há sempre alguém ao nosso lado, ou atrás de nós, ou à nossa frente a fumar um fantástico charro...também é fantástico!

Somando o álcool com as ganzas...e vendo o deprimente estado da malta durante toda a noite...o som das ambulâncias do INEM, também um clássico nas noites da queima, em socorro da juventude em pior estado...tudo isto me faz realmente questionar...Será queima das fitas ou queima dos miolos???


Vá meninos, até vos ofereço o cartaz de 2010 da Queima do Porto

4 comentários:

Mani disse...

Queima dos miolos sem dúvida!!! Saem de la todos queimadinhos!

Mani disse...

Ah e gostei muito da história da Queima das Fitas do Porto...não fazia ideia! :)

coruja branca disse...

Concordo, é queima dos miolos. Se virmos bem, é quase só por isso que a queima existe... Post muito interessante.

jorge disse...

Olá Estornico! Pois é, sou eu outra vez! :-)

Gostei deste post, muito interessante e vem de encontro a certas situações bizarras que são consideradas normais na vida de estudante. Sinceramente, a queima das fitas podia ser muito melhor se houvesse mais camaradagem e menos devassidão. Tens toda a razão.

No entanto há outra situação envolvendo os estudantes que é ainda mais grave, pelo menos no meu entender. Falo dos cursos superiores finalizados por pessoas cuja maior especialidade no meio académico é o acto de copiar. Muitas vezes são os mesmos que gostam de perder noites na queima...

Actualmente, seja por convicção ou por outro motivo qualquer, os alunos dos cursos superiores, leccionados em instituições por esse país fora, que não cedem perante a realidade da banalização impune das licenciaturas conseguidas à custa de artimanhas várias, com especial destaque para o acto de copiar (vulgo cabular), são alunos de uma raridade capaz de envergonhar qualquer pessoa que conheça o meio académico e cuja coragem e espírito lutador na realização do longo percurso que representa um curso superior, em muito importa enaltecer.

E como se acaba com esta arte de fazer batota, que para muitos dura desde a primeira classe até ao Doutoramento? Ainda por cima quando há professores que não têm moral para os reprimir porque fizeram o mesmo?

Já agora, não queres falar sobre isso?

Cumprimentos